quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

30 de Janeiro: Dia da Saudade

Não me canso de gostar das palavras de Vinícius de Moraes nessa lindo texto.
E como hoje é o Dia da Saudade, nada mais justo que postar algo sobre esse sentimento que é uma mistura de dor e alegria no coração de quem o sente.


Saudade...
(Vinícius de Moraes)

Um dia a maioria de nós irá se separar.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, das descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos.
Saudades até dos momentos de lágrimas, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano. Enfim, do companheirismo vivido.

Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida. Talvez continuemos a nos encontrar. Quem sabe, nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens...
Passarão dias, meses, anos... Até este contato tornar-se cada vez mais raro.
Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas? Diremos que eram nossos amigos.

A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
E isso vai doer tanto...

Quando o nosso grupo estiver incompleto nos reuniremos para um último adeus de um amigo.
Entre lágrimas, nos abraçaremos.
Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.

Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vida isolada do passado.
E nos perderemos no tempo mais uma vez.

Por isso, fica aqui um pedido desta humilde amiga:
Não deixe que a vida passe em branco e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

“Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos”.


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Tudo que é pago é mais gostoso...

Tá, tudo bem, eu sei que o ditado é meio diferente, mas tenho observado isso nas minhas idas aos supermercados de Belo Horizonte nas últimas semanas. Lembram da proibição de sacolas plásticas em supermercados, padarias etc em diversas capitais do Brasil, incluindo BH? Pois é... Durou pouco.
As pessoas reclamaram, mas se adaptaram, compraram sacolas retornáveis, aderiram às caixinhas de papelão, cada um dava seu jeito. Quando não tinham nenhuma destas opções, compravam a sacolinha dos R$ 0,19 e pronto! Mas a maioria lembrava de levar a sacola retornável. O meio ambiente agradecia. Uma sacolinha a mais ou a menos parece pouca coisa, mas... O oceano é feito de gotas, não é?!
Daí, ano passado a venda das sacolinhas foi proibida e lá vem mudança de novo. Quem se esquecia da sacola retornável, ou não encontrava caixinha de papelão, não tinha mais a opção de comprar a sacolinha, mas todo mundo continuava se ajeitando. Até que um belo dia, elas voltam a ser distribuídas gratuitamente em SP, mas em BH também.
Pronto, aí está o brasileiro folgado de novo! Supermercados cheios de caixinhas de papelão e ninguém as quer de volta. Nunca mais o brasileiro se lembra de levar a bendita sacola retornável às compras e o consumo das sacolinhas biodegradáveis aumenta estrondosamente! Por quêêê? Me fala!
Ah pára!!! Depois reclamam das enchentes, dos governos, de tudo! Infelizmente brasileiro é muito "reclamão" demais da conta! (é... exagerei mesmo!) Credo! Faz a sua parte, pelo menos. Leva a sacolinha que há mais de um ano já fazia parte das suas compras semanais. Mas nããããooo!!! Esquece!!! Aff!
Ontem mesmo fui ao mercado próximo da minha casa, com minha sacola retornável (diga-se mais prática do que aquele monte de sacolinhas). A sacolinha gratuita tinha acabado (aí as caixinhas de papelão também, óbvio!) e o rapaz que estava depois de mim na fila já ia choramingando que não tinha como levar as compras. Não aguentei... Com um sorriso sarcástico no rosto, tive que falar com ele: "desacostumou de trazer a sacola, né?!"...
Não tem jeito, o povo reclama, reclama, mas sempre vai achar que pagando é mais gostoso...

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Quero envelhecer...

Hoje peço permissão para escrever duas vezes...
Acredito que sentimentos podem ser verbalizados, então, me darei a esse luxo.

Acho que ainda não tenho nenhum fio de cabelo branco, bom, pelo menos se tiver, a tintura o esconde muito bem. Certa vez, uma colega de trabalho até me disse que toda "velha" deve ficar loira para que os fios brancos se misturem aos dourados e confundam quem os vêem. Engraçado, da última vez que tingi os cabelos, puxei uns fios dourados e depois cobri de vermelho, mas logo o vermelho desbotou e eles ficaram mais claros que o normal. Não me importo. Gostei do jeito que ficou. Mas esse assunto não é o meu foco de agora, apesar de fazer todo o sentido pra mim contar isso a vocês.
Pensando na simplicidade das coisas é que hoje resolvi deixar bem claro que quero ficar velha sim. Não velha do tipo que se joga fora, mas velha que ainda vive e curte a vida do jeito que ela permitir.
Quero poder envelhecer ao lado daquele eu amo e de quem ainda vou amar um dia. Se não amo, é porque ainda não nasceu, mas virá, eu sei.
Quero conseguir superar possíveis perdas irreparáveis, com a tranquilidade de quem fez tudo o que pôde para alegrar a vida dos que irão antes de mim.
Quero sorrir quando lembrar do dia de hoje e pensar quanta coisa maluca eu escrevia e o quanto as pessoas deveriam zombar de mim por isso.
Quero ter tempo suficiente pra relembrar os amigos de infância, adolescência e de toda a vida, e espero que muitos destes continuem meus amigos na velhice.
Mas quero ter a certeza de que me doei completamente à vida em felicidade, mesmo nos momentos de tristeza, de sofrimento. Pois para os momentos de dor, sempre poderá haver um amanhã, apesar de que, como diria Renato Manfredini Junior, "na verdade não há".
Viver um dia de cada vez. Pensar no amanhã? Sim, mas sem tanta ansiedade.
Apenas viver. Acho que assim pode ser mais gostoso.


Luto por Santa Maria - RS

Acredito que o termo "muito triste" é pouco para descrever a tragédia deste fim de semana.


Aos que perderam amigos e familiares, que Deus conforte o coração e diminua a dor...
Aos que se foram, que estejam junto Dele (Deus) e descansem em paz...
Aos sobreviventes, que consigam superar este drama em suas vidas...
Às autoridades responsáveis e aos donos de boates, que revejam suas responsabilidades em manter ambientes descontraídos, com segurança para que a vida não se perca numa festa...
E a todos nós, que possamos voltar nossas orações aos que sofrem esta grande perda...

Infelizmente, só aprendemos certas coisas quando algo terrível acontece...

De hoje em diante, e me incluo nisso, que tenhamos o cuidado de observar os bares e casas de festa que frequentamos nos finais de semana, para que depois de uma noite de alegria possamos voltar pra casa com boas histórias pra contar, e não fazer parte de uma tragédia como a deste último fim de semana...



segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Releitura: Gente feliz e boazinha...

Agora me conta uma coisa: quem nunca participou de reuniões ou almoços com colegas de trabalho em que todo mundo fica demonstrando uma felicidade tremenda de trabalhar naquela empresa, uma vontade louca de dar lucro pro chefe que vai dizer ao diretor que o lucro é um prodígio seu e bla bla bla? Pois bem, quero falar um pouco disso hoje.
Há alguns meses atrás eu vivi muito disso e um colega me dizia: "detesto gente feliz e boazinha". Eu me divertia muito quando ele dizia isso porque era exatamente isso que eu sentia nas 8 horas diárias que vivia. Não vamos ao extremo, calma. O que eu quero dizer aqui é que o mundo é moderno demais pra você ficar fingindo uma felicidade e uma bondade que não tem. Seja verdadeiro, honesto consigo mesmo e com os outros. Se no seu trabalho você está rodeado de pessoas muito felizes e muito boazinhas, pode ser que estejam à base de entorpecentes ainda proibidos no mercado. Não dá pra estar com um sorriso bobo na cara o dia todo. Não que você tenha que ser um "reclamão" em pessoa. Apenas seja você. Profissional o suficiente pra perceber que seu patrão quer que você dê lucro pra empresa sim, mas que você não precisa viver um personagem durante as 8 horas de todos os 22 dias úteis do mês. Que coisa!
Na reunião com a diretoria todo mundo sorrindo...
No cafezinho só com os funcionários todo mundo reclamando...
Ironias fúteis!
E sabe o que me impressiona? É que há mais de 8 anos atrás eu falei sobre isso (clique aqui) e hoje percebo que as pessoas ainda continuam fingindo as mesmas coisas, enquanto tantas mudanças já aconteceram...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Amantes...

O que ela poderia dizer daquele dia? Acordou com preguiça de abrir os olhos, fez um esforço tremendo para levar os cílios em direção às sobrancelhas mas eles se recusavam a se separar, queriam ficar coladinhos, bem assim, como passaram a noite. Ela e ele também passaram a noite assim, coladinhos, depois daquele jantar maravilhoso com algumas taças de vinho pra acompanhar.
Ela se preparou o dia inteiro, cremes por todo o corpo, cabelo encaracolado num penteado despenteado. Vestido discreto, mas sensual, do jeito que ele gosta, com pequenos detalhes em transparência pra chamar a atenção do homem que espera.
Ele, com a barba cerrada, jeans e camiseta branca, não precisa mais que isso. Seu cheiro já vale por tudo e completa os desejos dela. Entra pela porta com um botão de rosa vermelha numa das mãos e a garrafa de vinho na outra.
Conversam sobre muitas coisas, sobre o primeiro beijo que, inusitadamente, ela não se lembra muito bem, mas ele sim, não esquece. Não que tenha sido em situação especial, mas algum cupido não o deixou esquecer. Falam das risadas que já deram juntos de tanta coisa, de tanta gente. E riem de novo. Numa dessas gargalhadas ele a pega pela cintura e lhe rouba um beijo. Como se ela não quisesse, beijo roubado é mais gostoso. Ela vai se deixando levar pela embriaguez do vinho e pelo cheiro da pele dele e os beijos vão ficando mais quentes, demorados, molhados. Os corpos se sentem tão próximos como da primeira vez que se amaram. Luz de velas, quarto pequeno, colchão no chão. Agora belos lustres, casa na praia, lençóis de cetim.
A noite foi maravilhosa, poderia até dizer perfeita. Por que não?
Bom, mas agora é dia, o sol já vai alto no céu e o mar te chama. Um "toc toc" na porta e agora sim, os cílios se descolam e ela abre os olhos pra ver aquele que a amou novamente por mais esta noite. Levanta-se e dá-lhe um beijo pra começarem bem o dia. Tomam o café da manhã juntos vendo a praia pela janela e não resistem a ela. Saem descalços a caminhar na areia branca que é beijada pelas ondas do mar. E por ali ficam por todo o dia, namorando, como se não houvesse mundo além deles.
Amantes, apaixonados, namorados. Um encontro entre marido e mulher.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Dezembro, mês do Ser Humano...

Putz! O mês de dezembro está na metade e eu não escrevi nada ainda!
Foi meu aniversário e eu ainda não agradeci a todos que me parabenizaram!
2012 está acabando e eu ainda não fiz nenhuma retrospectiva ou planos para 2013!
Muito bem...
Não sei por que, mas o mês de dezembro é um período em que todo mundo fica agitado, pensando em tudo que tem por fazer, em planos para as festas de final de ano, churrascos, confraternizações, amigos ocultos, família, amigos, enfim. É muita coisa pra 31 dias! Pois é... E eu fui nascer bem nesse mês turbulento! Mas tudo bem, é um mês de festa e eu adoro festa, então estamos resolvidos. Muito obrigada a todos que se lembraram do meu aniversário no primeiro minuto, nas primeiras horas, o dia inteiro, e até depois do dia, porque sei que se lembraram em algum momento de mim com carinho e é isso que importa.
Então... 2012 está no fim...
Ontem eu vi uma propaganda na TV falando sobre a nossa expectativa pelo último segundo do dia 31 de dezembro e o primeiro segundo do dia 1.o de janeiro e eu fiquei pensando em como isso é verdade, não é?! Passamos todos os dias esperando chegar dia 31/12 pra renovar nossas esperanças, ver o que fizemos e conseguimos de bom no ano que acaba e tentar fazer tudo melhor no ano que começa. Antes disso, ainda passamos pelo Natal e trocamos presentes, fazemos boas ações, enfim, tudo gira em torno dos sentimentos humanos. Talvez nestes dias é que somos verdadeiramente o que deveríamos ser o ano inteiro: humanos. Ser humano. Não é isso que somos?! Ou pelo menos deveríamos ser, por mais tempo, por mais pessoas. Esquecemos de ser humano por muitos momentos na vida e colocamos a culpa na falta de tempo, no trabalho, no stress. Calma! Se você tem tudo isso é justamente por ser humano. Ou você pensa que os cães e gatos têm que dividir seu tempo entre os filhotes, os vizinhos, as contas de água e luz, o escritório?! Você é ser humano e precisa de ser exatamente humano para ter um pouco mais de paz, quem sabe. Aí sim, vamos falar de final de ano e de novas esperanças para o ano novo.
Pois bem... O que tenho a dizer do ano de 2012? Um ano bom, acredito que, assim como eu, muitos conquistaram certos objetivos, outros ficarão para 2013. Mas que graça teria se você já tivesse conquistado tudo que almeja? Que sentido teria seu próximo ano. Não teria planos, não teria esperança, não teria graça. O bacana é conquistar algumas coisas por vez e não tudo ao mesmo tempo.
Então, tenho apenas a agradecer a Deus pelas conquistas e pelas perdas, pois com estas sempre aprendo algo novo. Agradeço pelas amizades, pela família, pelo marido, enfim, por todos que fizeram parte do meu 2012. E a estes tantos desejo que 2013 seja cheio de novas conquistas e novos objetivos.
Que possamos ser mais humanos mais vezes...
 

terça-feira, 13 de novembro de 2012

Ousadia = Audácia Louvável?

Ousadia... Fui buscar o significado desta palavra, pois pra mim, é muto subjetivo. O que pode ser ousadia pra mim, pode ser a coisa mais natural do mundo pra você. E o que você chama de "ousado", pra mim pode ser pura bobagem. Cada um de nós tem seus conceitos, mesmo que os dicionários nos ditem os oficiais.
Umas das definições que encontrei na web me chamou a atenção:
Ousadia = "Audácia louvável."
Achei esta a definição mais real. Afinal, quem está praticando algum tipo de ousadia, com certeza acha que isto é de se admirar, quer que os outros comentem "veja como ele é ousado!", no bom sentido da palavra é claro... No entanto, muitos podem classificá-lo como atrevido e abusado, perjorativamente.
Acho que ousar nos traz uma sensação de liberdade e capacidade de desenhar a própria história, sem ter que seguir regras, sem ter que prestar contas de tudo o que faz, sem se preocupar com o que os outros vão dizer. A adrenalina sobe desenfreadamente e nos colocamos em um pedestal de poder inatingível. Ops! Calma! Melhor descer daí, você não tem asas! Mas só de imaginar tê-las já é gostoso, não é?!
Fazer as escolhas certas é uma prova de ousadia. Digo isto porque você sempre está entre dois caminhos, por mais que pense que não. Mas sempre há uma segunda opção. Daí vem a dúvida: agradar aos outros, às opiniões alheias ou agradar aos meus conceitos, às minhas idéias, aos meus sonhos. Não estou dizendo aqui pra você se rebelar contra o mundo e sair pisando duro na frente. Quero apenas dizer que ousar é bom, é louvável. Sim. Por que não? Louvável quando sua audácia está dentro do limite do que possa vir a ser prejudicial aos outros e a você.
Seja ousado o suficiente pra sentir aquele mesmo frio na barriga quando namorava escondido e tinha que cumprir tantos horários (que julgava serem absurdos, não é?!).
Seja ousado para ter coragem de assumir opiniões e vontades que o mundo julgue erradas.
Seja ousado para arriscar seguir caminhos fora do comum, quando você está completamente em sua "zona de conforto".
Seja ousado para apostar naquele romance que o medo de errar te impede de ir em frente.
Seja ousado para sair e dançar sem se preocupar com o que vão dizer de você.
Seja ousado. Sempre. Tenha esta audácia que seja louvável para os que te vêem, pois terão vontade de fazer igual, mas nem sempre terão coragem.
Mas seja ousado principalmente para ser você mesmo, sem máscaras, sem disfarces.
Crie sua própria história, seja o ator principal de sua vida...



sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Tenso... Todo mundo já teve um...

Quem nunca acordou pela manhã já pensando em milhões de coisas que poderia fazer pra não ter um dia tão tenso quanto imagina ter?! Eu já acordei assim. Várias vezes.
Você abre os olhos e pensa que ainda poderiam ser duas horas da madrugada, mas não há como se enganar, pois o sol já vai alto e bate forte na sua janela. Anda! Levanta! O dia te espera! Aqueeeele dia... Em que você precisa trabalhar duro pra concluir aquele projeto ou que precisa devorar os livros pra passar naquela prova. Talvez até nem tenha nada disso a fazer, mas hoje seria o famoso dia de discutir a relacão, quem sabe até levar um sermão do pai ou da mãe por causa da noite passada.
Enfim, todos nós temos dias e momentos tensos em nossa vida. Mas eu falo com vocês, com toda certeza do mundo: não há nada mais tenso do que você não ter a coragem de enfrentar os desafios. Relaxa! Tudo vai passar. Com o tempo a gente aprende a encarar a vida com mais naturalidade. Na verdade, deveria ser sempre assim. Vida = Naturalidade. Mas a gente gosta mesmo é de complicar as coisas. Achar que tudo nosso é mais difícil e que pros outros o mundo é uma maravilha. Como se cada um tivesse o seu mundo e o seu fosse o pior de todos. Levanta essa cabeça! E olhe ao seu redor! Veja tudo o que você já construiu e o que ainda pode construir. Família, amigos, trabalho, estudos. Seja mais natural possível, enfrente os problemas e os rancores que alguém possa lhe trazer, pois você é humano e humano é natural. Portanto, não queira se comparar às máquinas e tecnologias que se recarregam apenas em uma tomada e funcionam 24 horas por dia sem parar.
Se está tenso agora, começe tentando olhar pro nada. Isso mesmo. Coisa de maluco, não é?! Não importa. Pare por alguns segundos durante o seu dia e olhe pro nada, sem querer entender as coisas, apenas, olhar. Deslique-se da tomada um pouco. Levante. Respire. Já sentiu a sua respiração hoje? Pois é. Deveria.
Os momentos tensos sempre existirão, mas depende apenas de cada um de nós para que estes momentos apenas passem à nossa volta e não fiquem em nossa vida.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Se eu puder escolher, eu peço Brahma!

E a festa vai acontecer. Todos se juntam e organizam o churrasco.
Aí vem a questão: Vamos comprar Brahma ou Skol? Eis a polêmica!
Então, vamos ao que interessa. Você se lembra quando tinha lá os seus poucos anos, sei lá quando foi isso?! E a turminha do bairro se juntava pra fazer a festa americana, em que os "meninos" levavam refrigerante e as "meninas" levavam salgadinhos?! Eu me lembro bem. Minha mãe sempre me dava um dinheirinho pra passar mais cedo na padaria e comprar aqueles enroladinhos de presunto pra levar. Daí, todo mundo chegava na festa, com sua contribuição, ficavam em volta da mesa, comiam e bebiam, depois só brincadeira.
Os anos começam a passar e as festinhas começam a mudar. De festa americana, passa a ser churrasco. Daí você já leva umas latinhas de cerveja e 300 gramas de carne! kkk! E todo mundo se diverte sem perguntar o que está bebendo: Brahma, Skol, Kaiser, Antartica... Sem contar nas "queridas" Belco, Cintra e lá vão outras. Mas quando você ia sair nos finais de semana com seus R$ 5,00 pra curtir a noite, o que mandava mesmo era o Cortezano, Cinzano, Pinga Coquinho (quem nunca tomou um porre destes?!). Afinal, era mais barato e a galera ficava embriagada mais rápido com seus trocadinhos contados pra noitada!
OK! Faculdade à vista! Festas de República, Calouradas... Os destilados mudam: entram a Catuaba, a Vodca e outras porcarias, mas a pinga continua no esquema, só que agora ela é amarelinha, com canela e outros sabores. A Cerveja? Ops! Quase me esqueci dela! Eis que paga-se R$ 1,00 pela Nova Schin há alguns anos atrás. Ainda assim bebemos de todas as marcas sem exigência alguma. Basta ser a mais barata pra nos alegrar!
Até que um dia, depois de anos de estudos ou trabalho, o seu salário lhe permite escolher a marca da sua cerveja. E você não admite mais beber uma catuaba e duas pingas pra ficar doidão. Quer degustar a cerveja mais gelada, seja no copo lagoinha ou tulipa saindo do freezer. Mas você quer escolher. Brahma, Skol, Original, Bohemia... Entre outras... Não é incomum ver mais de um rótulo numa mesa.
Já bebi várias outras cervejas, entre outras bebidas. Vergonha? Arrependimento? Jamais! Todas estas bebidas fizeram parte de bons momentos da minha vida, inclusive os refrigerecos das festinhas americanas! E por que não?!
Mas como assunto de hoje foi Brahma, então tenho que dizer:
"Gelada qualquer uma desce. Mas se eu puder escolher: eu peço Brahma!"