segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Borboletas no estômago...

Outro dia alguém disse isso: "borboletas no estômago"...
Noite de lua cheia? É na noite que elas vem? Ou no dia? Não sei, não tem hora marcada, mas vem. E quando elas chegam, fazem o corpo arrepiar, dá aquela sensação gostosa de quem está apaixonada. Vontade de beijar, aquele beijo demorado que nos faz esquecer que existe mundo. Paixão e amor são sentimentos diferentes, mas andam bem próximos. É a paixão que faz sentir borboletas no estômago e é o amor que não se deixa levar apenas por elas e traz também aquele carinho e aconchego que só quem ama e é amado sabe o que é.
Você me faz sentir borboletas no estômago e me dá o aconchego do seu abraço. E é como se fosse outro dia mesmo que elas (as borboletas) tilintavam tão forte enquanto eu entrava pela Igreja com meu buquê e te via lá no altar me esperando, todo imponente, como quem se sentia um verdadeiro contemplado. Por alguns instantes parecia que só havia você e eu... E até hoje, em certas horas, quando te olho, me lembro do seu rosto naquele dia, do seu olhar fixo em mim, como se não existisse mais nada, mais ninguém. E fico feliz demais por saber que estamos juntos, com borboletas no estômago quando elas tem que estar, com o aconchego do abraço e colo quando precisamos um do outro. Somos nós. Você e eu.
Aos solteiros digo que não precisam ter medo de perder a farra, porque casar é bom demais, e farrear com quem se ama é melhor ainda...
Aos casados digo mais: que fazer o outro feliz nos torna ainda mais feliz... que resistir em gritar, engolir um ciume bobo e respeitar o limite do outro é muito importante...
Não somos perfeitos, ninguém é... Mas isso não nos impede de tentar ser sempre melhor para o outro e não melhor do que o outro.
E enfim... Amanhã faz 3 anos e estou muito feliz de saber que, juntos criamos e recriamos quantas borboletas quisermos....

sábado, 27 de agosto de 2011

setenta e cinco... sessenta e um...

e eu, trinta. quando ele tinha trinta, ela tinha dezesseis. e daí a três anos, eles se casariam. o que ele viveu antes? o que ela viveu?
pelas suas histórias, ele começou muito cedo, na roça, plantando e colhendo. coisas que não vejo mais, só na televisão. e quando ele me conta suas histórias, com todos os detalhes (que memória!) me emociono. já ouvi várias vezes, mas sempre gosto de ouvir de novo e de novo. ouvir sobre o primeiro par de sapatos, que calçou invertidos. lembrar de quando juntou suas roupas num saco branco e foi embora trabalhar para ajudar seus pais, ouvir que mandava dinheiro para sua mãe todo mês, que sempre foi muito bom pra ela e que a ama muito e sente muito a sua falta.
sentir sua emoção quando fala de como escolheu sua profissão, profissão esta que me deu a oportunidade de ser quem eu sou hoje. "olhe aí rapaz, veja do que gosta que vou te ensinar uma profissão..." e ele foi olhando, uma a uma, vendo como aqueles homens trabalhavam, o que faziam e como ficava bom, bonito. a beleza o atraiu. viu o pára-choques brilhando, novinho e escolheu aquela ali mesmo. e assim trabalhou por anos, para nos sustentar, nos dar a oportunidade de estudar, de ser alguém.
ela? irmã mais velha de sete filhos, pai carrancudo (não o conheci, apenas ouvi falar). às vezes me falava sobre os vestidos para a festa da igreja, adoro quando me conta dos flertes que teve com ele. teve emoções, amores, mas que não foram em frente, seu pai não deixou. ainda bem, porque assim ela acabou escolhendo ele. isso depois de fugir dele numa dessas festas, andar abaixada no meio da multidão. isso me dá uma sensação gostosa de que foi tudo muito divertido. o flerte. quando era menina, também na roça, brincava com as outras meninas, poucas lembranças, aquela do carnaval, quando encurtaram a roupa, o pai de pijama indo atrás dela, o presente que ele um dia deu, mas não deu o abraço. um simples abraço. talvez se tivesse dado, ela sentiria saudades.
mas que bom que os dois se casaram. e isso faz quarenta e um anos! e eu tenho trinta... e ele tem setenta e cinco... e ela tem sessenta e um...

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Ainda bem que tenho um trampolim...

O dia... Que dia... Todos os dias tem sido assim. Não é por você, nem por mim, mas por eles, por elas. O vento, até o vento incomoda. E nessa época venta tanto! Mas ainda bem que tenho o trampolim. Ainda bem...
É nele que descarrego minha fúria, meu desgaste, meu cansaço. Me canso, mas descanso. Quanto mais forte piso, mais fico cansada, mais fico aliviada. É como se o mundo todo não tivesse importância, como se não existisse mais nada. É claro que existe! Mas não ali, naquele momento.
Às vezes você tem vontade de chorar, de desistir, de jogar tudo pro alto? Eu também... Acho que todo mundo tem essa vontade. Mas o problema é que se todo mundo jogar tudo pro alto, vai ser uma tempestade de problemas caindo sobre nossas cabeças e não vamos suportar a dor que virá de cima. Então o negócio é você tentar se safar do mundo sem que o mundo te detone com um simples dia difícil.
Deixa eu ficar aqui quietinha só por um instante. Deixa? Não quero continuar a correria. Optei por ter uma vida calma e tranquila. Alguém falou isso e eu achei bacana. Também estou tentando fazer esta opção. Nem sempre dá certo, mas é como um vício que se tem e que se quer largar. Tenho que tentar todos os dias ter um dia calmo e tranquilo. E se não o for, não posso desistir. Afinal, amanhã começa tudo de novo!
E é por isso que hoje, quando pensei em ir embora pra casa, voltei e fui pro trampolim. Pelo menos lá não preciso de mais nada, só de água, e pouca. Acho que todo mundo deveria ter um trampolim. Cada um escolhe o seu. Mas tem que ter.
O meu trampolim é um trampolim mesmo. Mas o seu pode ser qualquer coisa, qualquer pessoa, qualquer relax. Mas você precisa de um trampolim.
Ainda bem que ele existe...

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Sonhos. Pesadelos. Pessoas. Números.

Não sei bem como começar. Mas tenho que começar. Não sei por onde, nem o porquê de tudo isso, mas o começo é sempre o começo. É quando achamos que vai dar tudo certo, ou tudo errado. Copo meio cheio, meio vazio. Questão de ponto de vista. Ponto. E pronto.
Não quero que você me elogie, muito menos que se impressione com tudo isso. Só quero mesmo desabafar um pouco, falar da vida, da minha vida. Talvez eu fale da vida de outrem, mas não muito. Quero falar de mim, do que sinto. Posso até mentir, mas estarei mentindo sobre mim. Falar dos outros é normal. Todo mundo fala. Falar de si mesmo é bem mais complicado. Principalmente quando o sonho pode se tornar pesadelo. Mas isso depende de você, de mim, de quem estiver no sonho.
Dizem que sonhos são vontades da nossa mente que realizamos enquanto dormimos. E quando estamos acordados e pensamos que é um sonho, e que este sonho está se tornando pesadelo? É melhor pular da cama logo, antes que se assuste com as coisas. Sim, coisas. Porque ultimamente pessoas não são mais pessoas, são coisas, matrículas, senhas, cadastros. Não pessoas.
Queria voltar a ser "pessoas". Por isso volto pra casa, meu lar doce lar. É aqui o meu refúgio, aqui sou pessoa.
Hoje na hora do almoço, me deparei com uma pessoa entre tantas outras que me chamou a atenção. Todos pedem "uma esmola por favor", mas este implorou por um prato de comida. Como todos os outros, eu disse que não tinha dinheiro. Menti. Eu tinha. Uns vinte passos à frente não consegui prosseguir. Voltei. Dei a ele o prato de comida que tanto queria. E quem ficou mais feliz? Eu. Porque pra ele era só mais um prato de comida e ele não deve nem saber quando vai comer de novo. Não eve nem sonhar. Mas eu fiquei feliz.
E é por essas e outras coisas que, às vezes, consigo pensar que os sonhos ainda podem existir e, quem sabe até, se tornarem realidade, sem antes, ser pesadelos.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal...

Estamos terminando mais um ano, mais uns 365 dias vividos, corridos ou não, mas vividos. Véspera de Natal, data em que todos nós amolecemos o coração, certo?
Então, cá estou eu a desejar a você um bom Natal com sua família, amigos, amores, enfim. Que esse sentimento de desejar coisas boas uns aos outros persista em 2011 e que este seja um ano de muito sucesso pra todos nós.
E é tempo de agradecer...
Agradeço a Deus pelas minhas conquistas, pelos meus sorrisos, pelas minhas lágrimas.
Agradeço ao meu marido pelo ano maravilhoso que tivemos juntos.
Agradeço à minha família por estarmos sempre unidos, mesmo com os contratempos.
Agradeço aos SPO's pela amizade, mesmo com a distância e a falta de tempo que a vida nos traz.
Agradeço aos demais amigos e amigas por fazer parte da minha vida.
Agradeço aos colegas de trabalho pela boa convivência em 2010 e pelas amizades que também se formaram a partir destes colegas.
Fica aqui o meu agradecimento a todos que fizeram parte da minha história em 2010.
E o meu desejo para 2011 é que Jesus nos abençôe com muitas conquistas...
Grande abraço a todos!!!
Sheilá...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Infância II...

Congonhas. Sim. Congonhas. Nos mudamos pra lá em julho de 1985. Faltavam apenas 5 meses pra eu completar 5 anos. Mudar de escola no meio do ano não é nada fácil. Principalmente quando se trata do primeiro ano de aula. Na Ferteco eu sentia a "tia" muito mais boazinha do que na nova escola: Pingo de Gente. Eu me sentia bem como no nome da escola mesmo, parecia que eu era um pingo perto de tanta gente malvada la. Bobagem, era apenas o medo normal do desconhecido.
Nossa rua não era calçada, era uma terra só, cheia de buracos, credo! Em dia de chuva o opala 71 não conseguia sair de casa, nem ele, nem a gente. Mas era bom. Me lembro quando entrei na cozinha e vi o sofá novo ainda no plástico pra ser levado pra sala. A casa tinha varanda, um monte de samambaias na varanda. Era um tal de molhar as samambaias e depois lavar a varanda que ninguém merece.
Com o tempo fui fazendo amizades, não podia brincar na rua quase nada, mas quando podia, brincava. Pique-pega, pique-esconde, rouba-bandeira, queimada. Era bom demais. Até a hora em que a Dona Lucinha gritava "ô Sheeeeeilaa!" e eu corria pra casa... rs... Minha mãe não muda nunca. A única coisa que mudou é que hoje temos celular e não precisamos mais gritar né?!
Me lembro que quando eu era criança pequena lááá em Congonhas... rs... Então... Sempre tinha shows de graça pra gente grande ir. Daí, minha mãe ia levar as minhas irmãs adolescentes e eu ficava feliz da vida com o meu pai me ensinando a rezar. Tinha um livrinho com as orações todas e eu ficava decorando elas e rezando junto dele. Meu pai ainda reza todos os dias até hoje. Eu, nem tanto. Preciso rezar mais, preciso sim.
Algumas lembranças são tão simples mas nunca se apagam da memória da gente. Ainda bem. Lembro da cena de minha mãe arrumando as camas, ouvindo vinil do Chitãozinho e Chororó, João Mineiro e Marciano, e eu, sentada no chão do quarto montando vários quebra-cabeças da turma da Mônica. Tinha um que era no fundo do mar, eu adorava este.
Família é um negócio muito bom que a gente tem...
E histórias sobre ela são melhores ainda...

Sem, sim!

Estou sem, sim! Qual é o problema? Posso estar?
Sem inspiração pra escrever, pra desabafar, pra chorar. A vida às vezes nos torna assim. Preciso tanto ser sensata, sou avaliada o tempo todo, então não dá pra ser eu quase nunca. Pareço espontânea? Sim. Sou. Mas do jeito que eu acho que as pessoas me querem ver. Não do jeito que às vezes me sinto de verdade.
Choro? Tenho que explicar o porquê, como, de onde veio a lágrima, quem a fez escorrer. Será que não posso só chorar pra lavar os olhos? Outro dia chorei. Putz! Quanta explicação se tem que dar. E se não dá, ficam nervosos, todos, todas. Daí explico e você responde: "Por isso tava chorando???" com ar de absurdo. Sim. Por isso sim. Deu vontade oras...
De repente nem era por isso, ou aquilo, mas por uma simples vontade de me derreter em lágrimas de vez em quando. Não sou de ferro. Todos me contam problemas, sejam seus ou de outrem, mas me contam. Todos se cansam da vida, do trabalho, da família, das dívidas. E eu? Não? Aff...
Preciso de um tempo pra respirar e rir e chorar sem ter que dar explicações dos meus sentimentos. Só isso. Será que dá?

sábado, 13 de novembro de 2010

...

Então estamos bem... Acordar é bom...
Acordar e sentir que nada mudou, que você é meu, que eu sou sua, e que a saudade é mesmo de termos tempo pra nós. Que ninguém é perfeito, nem um casal. E isso é bom. Porque senão não haveria o abraço do recomeço, o colo, o afago. E não haveria o café da manhã diferente, com aquele clima de romance. Ninguém entende e ninguém entenderá. Porque só você e eu sabemos que um momento de impaciência, seja meu ou seu, não dura mais que um momento. E o amor é muito mais que isso. É diálogo, carinho, compreensão.
E é por isso que sei, tenho certeza que sei:
Eu sou o seu último romance e você é o meu. Adoro essa história.

...

Não. Não quero que você me acorde. Não assim, desse jeito. Do jeito que dormi não quero acordar. Quero esquecer, fazer de conta que essa noite não existiu, pelo menos o final dela. A volta pra casa, os últimos minutos.

Não quero ouvir meu coração bater chorando de dor, as lágrimas escorrendo pelo rosto. Por quê? Como assim? Não é normal. Não é o que sou, o que és.

Há muito não choro assim, mas hoje não resisti. A tentação foi maior que eu, a dor foi mais forte que eu. Então agora eu choro, como há muito não chorava, como há muito não sofria. E olha que hoje a declaração de amor aconteceu. Ela estava lá, sorrindo pra mim e pra você. A felicidade estava lá. Mas na hora que o show acabou, acho que ela foi embora. E ficou o quê? A impaciência.

Cadê você? Sinto sua falta. E como sinto. Sinto falta de você, com aquele brilho no olhar que não vejo há tempos. Sinto falta de você com vontade de fazer diferente. Saudade de ti meu amor.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Infância...

Quando eu era criança, era a neta mais linda do meu avô... rs... sim, eu era sim. Sempre fui muito branquinha, bebezão de bochechas rosadas, perninhas grossas cheia das famosas "dobrinhas". Me lembro de quando morávamos ainda na Ferteco e meu chic-chic, não sei como, foi parar em cima do telhado da nossa casa. Aquela casa com uma varanda em piso vermelhao, assim como a cozinha, enceradinha que minha mãe deixava. Brilhava que só. No terreiro, o pé de ameixa, com uma gangorra, muita sombra, muito espaço pra brincar. Me lembro que tinha um galinheiro, onde a Vanda prendeu a Marilza uma vez pro galo pegar. A Vanda não tem jeito mesmo... rs...
Na frente da casa não tinha muro alto nem nada, era só uma cerca com dois arames. Eram assim todas as casas da rua.
Ah... A escola... Me lembro que na frente dela tinha uma grama boa pra escorregar com papelão, tinha uma tartaruga grandona, um parquinho... Era linda!
Antes do meu aniversário de 5 anos, nos mudamos pra Congonhas. Tenho vaga lembrança do dia da mudança, do caminhão. Quisera eu ter mais lembranças dessa época...
Mas minha infância ainda estava apenas começando...