Hoje li algo sobre quando os bebês choram com lágrimas. Não sabia que nas primeiras semanas de vida os bebês não produziam lágrimas. Bom, a minha bebê já as produz, e em boa quantidade, diga-se de passagem. Mas, apesar da minha vontade de falar dela, dela e somente dela, vou tentar resistir por hoje.
E ainda com lágrimas nos olhos ou falando delas apenas, podemos nos questionar: Por que choramos?
Quando eu era bem pequena, me lembro de querer acolher uma gatinha em casa e minha mãe brigar comigo e dizer que iria me expulsar junto com a gata. Chorei como se aquilo fosse verdade! Devemos ter cuidado com o que dizemos às crianças, elas acreditam!
Um bebê chora por tudo, afinal, não sabe usar outro meio para se comunicar. Então chora... Mas quando começamos a crescer, continuamos chorando, derramando lágrimas todas as vezes em que nos sentimos tristes, magoados, com medo... E até quando estamos felizes, choramos.
Choramos quando um brinquedo quebra, quando ralamos o joelho ou arrancamos a "tampa" do dedão num tropeção em meio à correria da brincadeira.
Choramos porque nosso cabelo não é o mais bonito ou porque nossos pais não podem comprar aquela maleta de canetinhas coloridas que o coleguinha da escola tem.
Choramos quando nos apaixonamos pela primeira vez, mesmo ainda sem ter dado o primeiro beijo.
Choramos quando aquela melhor amiga demonstra ter uma outra melhor amiga.
Choramos quando descobrimos que o namorado não é aquele príncipe encantado, mas sim um cafajeste de mão cheia.
Choramos também quando na cerimônia de formatura vemos nossos pais sorrindo na platéia ao nos ver concluindo uma das etapas da vida de estudante.
Choramos de alegria ao passar no vestibular. E na faculdade, descobrimos tantas coisas que também nos fazem chorar. Chorar de alegria, tristeza. Chorar de raiva.
E choramos quando bebemos demais. Ou bebemos demais quando queremos chorar.
Choramos quando encontramos o amor verdadeiro e nos entregamos a este amor numa cerimônia de casamento. E choramos (muito) quando brigamos com este amor.
Choramos ao descobrir que podemos ser pais e mães de lindos bebês que nascem ainda sem produzir essa lágrima que tanto escorre pela nossa face a vida toda.
Choramos de saudade dos amigos de infância, daquele ente querido que se foi, do colo da mãe.
Ah, mas choramos também de tanto rir das histórias que já vivemos, das mancadas que já demos e dos apertos que já passamos.
Chorar faz bem, lava os olhos, talvez o coração. Chorar demais preocupa. Cuidado com isso.
Mas chore quando tiver vontade. Choro engasgado aperta demais, machuca demais.
Chore no chuveiro, no travesseiro, no ombro amigo, no colo de mãe.
Chore de rir e ria do seu choro também. Afinal, muitas vezes choramos à toa. Mas a gente só descobre isso depois da lágrima derramada.
Bem, ainda temos muito a chorar por aí...
Espero que sejam lágrimas de amor, emoção, felicidade... Essas são as melhores...
Um comentário:
Legal!!!
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