sexta-feira, 30 de maio de 2014

Cartas de amor... Ou apenas cartas...

Todos os anos, na época do Natal era a mesma coisa... Pelas ruas de comércio da cidade eu fazia questão de procurar com os vendedores ambulantes vários cartões de natal para enviar aos amigos e amigas, alguns parentes e até vizinhos! Enviava via correio, comprava os selos, colocava tudo em envelopes e enviava.
Quando alguma amiga se mudava de cidade, o contato era mantido por meio de cartas e em cada uma delas a gente contava tudo que conseguia escrever. E escrevia mesmo, com papel e caneta.
Se você conhecia alguém interessante de outra cidade, anotavam-se os endereços num guardanapo de papel e algumas semanas depois ela chegava: a carta.
Tudo isso me veio à mente ontem quando recebi a correspondência: faturas e boletos. Aff...
E hoje ao ler o algo sobre o tempo (aqui), escrito por alguém que peguei no colo, percebo que apertamos tanto a tecla F5 da nossa vida que corremos o risco de acelerar demais o tempo e não aproveitar cada minuto que temos.
Antes você ia até a caixa de correios uma ou duas vezes por semana pra ver se tinha alguma carta de amor ou apenas uma carta qualquer, mas se alguém tinha se lembrado de você. Agora você aperta F5, pega o celular de 2 em 2 minutos ou menos que isso, a cada bip que soa como um alarme de conexão forçada com o mundo! Não que a conexão não seja boa, é que certas coisas eram mais mágicas no mundo off line.
Você ainda tem o endereço de alguém? Escreva uma carta.

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