quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Natal...

Estamos terminando mais um ano, mais uns 365 dias vividos, corridos ou não, mas vividos. Véspera de Natal, data em que todos nós amolecemos o coração, certo?
Então, cá estou eu a desejar a você um bom Natal com sua família, amigos, amores, enfim. Que esse sentimento de desejar coisas boas uns aos outros persista em 2011 e que este seja um ano de muito sucesso pra todos nós.
E é tempo de agradecer...
Agradeço a Deus pelas minhas conquistas, pelos meus sorrisos, pelas minhas lágrimas.
Agradeço ao meu marido pelo ano maravilhoso que tivemos juntos.
Agradeço à minha família por estarmos sempre unidos, mesmo com os contratempos.
Agradeço aos SPO's pela amizade, mesmo com a distância e a falta de tempo que a vida nos traz.
Agradeço aos demais amigos e amigas por fazer parte da minha vida.
Agradeço aos colegas de trabalho pela boa convivência em 2010 e pelas amizades que também se formaram a partir destes colegas.
Fica aqui o meu agradecimento a todos que fizeram parte da minha história em 2010.
E o meu desejo para 2011 é que Jesus nos abençôe com muitas conquistas...
Grande abraço a todos!!!
Sheilá...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Infância II...

Congonhas. Sim. Congonhas. Nos mudamos pra lá em julho de 1985. Faltavam apenas 5 meses pra eu completar 5 anos. Mudar de escola no meio do ano não é nada fácil. Principalmente quando se trata do primeiro ano de aula. Na Ferteco eu sentia a "tia" muito mais boazinha do que na nova escola: Pingo de Gente. Eu me sentia bem como no nome da escola mesmo, parecia que eu era um pingo perto de tanta gente malvada la. Bobagem, era apenas o medo normal do desconhecido.
Nossa rua não era calçada, era uma terra só, cheia de buracos, credo! Em dia de chuva o opala 71 não conseguia sair de casa, nem ele, nem a gente. Mas era bom. Me lembro quando entrei na cozinha e vi o sofá novo ainda no plástico pra ser levado pra sala. A casa tinha varanda, um monte de samambaias na varanda. Era um tal de molhar as samambaias e depois lavar a varanda que ninguém merece.
Com o tempo fui fazendo amizades, não podia brincar na rua quase nada, mas quando podia, brincava. Pique-pega, pique-esconde, rouba-bandeira, queimada. Era bom demais. Até a hora em que a Dona Lucinha gritava "ô Sheeeeeilaa!" e eu corria pra casa... rs... Minha mãe não muda nunca. A única coisa que mudou é que hoje temos celular e não precisamos mais gritar né?!
Me lembro que quando eu era criança pequena lááá em Congonhas... rs... Então... Sempre tinha shows de graça pra gente grande ir. Daí, minha mãe ia levar as minhas irmãs adolescentes e eu ficava feliz da vida com o meu pai me ensinando a rezar. Tinha um livrinho com as orações todas e eu ficava decorando elas e rezando junto dele. Meu pai ainda reza todos os dias até hoje. Eu, nem tanto. Preciso rezar mais, preciso sim.
Algumas lembranças são tão simples mas nunca se apagam da memória da gente. Ainda bem. Lembro da cena de minha mãe arrumando as camas, ouvindo vinil do Chitãozinho e Chororó, João Mineiro e Marciano, e eu, sentada no chão do quarto montando vários quebra-cabeças da turma da Mônica. Tinha um que era no fundo do mar, eu adorava este.
Família é um negócio muito bom que a gente tem...
E histórias sobre ela são melhores ainda...

Sem, sim!

Estou sem, sim! Qual é o problema? Posso estar?
Sem inspiração pra escrever, pra desabafar, pra chorar. A vida às vezes nos torna assim. Preciso tanto ser sensata, sou avaliada o tempo todo, então não dá pra ser eu quase nunca. Pareço espontânea? Sim. Sou. Mas do jeito que eu acho que as pessoas me querem ver. Não do jeito que às vezes me sinto de verdade.
Choro? Tenho que explicar o porquê, como, de onde veio a lágrima, quem a fez escorrer. Será que não posso só chorar pra lavar os olhos? Outro dia chorei. Putz! Quanta explicação se tem que dar. E se não dá, ficam nervosos, todos, todas. Daí explico e você responde: "Por isso tava chorando???" com ar de absurdo. Sim. Por isso sim. Deu vontade oras...
De repente nem era por isso, ou aquilo, mas por uma simples vontade de me derreter em lágrimas de vez em quando. Não sou de ferro. Todos me contam problemas, sejam seus ou de outrem, mas me contam. Todos se cansam da vida, do trabalho, da família, das dívidas. E eu? Não? Aff...
Preciso de um tempo pra respirar e rir e chorar sem ter que dar explicações dos meus sentimentos. Só isso. Será que dá?

sábado, 13 de novembro de 2010

...

Então estamos bem... Acordar é bom...
Acordar e sentir que nada mudou, que você é meu, que eu sou sua, e que a saudade é mesmo de termos tempo pra nós. Que ninguém é perfeito, nem um casal. E isso é bom. Porque senão não haveria o abraço do recomeço, o colo, o afago. E não haveria o café da manhã diferente, com aquele clima de romance. Ninguém entende e ninguém entenderá. Porque só você e eu sabemos que um momento de impaciência, seja meu ou seu, não dura mais que um momento. E o amor é muito mais que isso. É diálogo, carinho, compreensão.
E é por isso que sei, tenho certeza que sei:
Eu sou o seu último romance e você é o meu. Adoro essa história.

...

Não. Não quero que você me acorde. Não assim, desse jeito. Do jeito que dormi não quero acordar. Quero esquecer, fazer de conta que essa noite não existiu, pelo menos o final dela. A volta pra casa, os últimos minutos.

Não quero ouvir meu coração bater chorando de dor, as lágrimas escorrendo pelo rosto. Por quê? Como assim? Não é normal. Não é o que sou, o que és.

Há muito não choro assim, mas hoje não resisti. A tentação foi maior que eu, a dor foi mais forte que eu. Então agora eu choro, como há muito não chorava, como há muito não sofria. E olha que hoje a declaração de amor aconteceu. Ela estava lá, sorrindo pra mim e pra você. A felicidade estava lá. Mas na hora que o show acabou, acho que ela foi embora. E ficou o quê? A impaciência.

Cadê você? Sinto sua falta. E como sinto. Sinto falta de você, com aquele brilho no olhar que não vejo há tempos. Sinto falta de você com vontade de fazer diferente. Saudade de ti meu amor.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Infância...

Quando eu era criança, era a neta mais linda do meu avô... rs... sim, eu era sim. Sempre fui muito branquinha, bebezão de bochechas rosadas, perninhas grossas cheia das famosas "dobrinhas". Me lembro de quando morávamos ainda na Ferteco e meu chic-chic, não sei como, foi parar em cima do telhado da nossa casa. Aquela casa com uma varanda em piso vermelhao, assim como a cozinha, enceradinha que minha mãe deixava. Brilhava que só. No terreiro, o pé de ameixa, com uma gangorra, muita sombra, muito espaço pra brincar. Me lembro que tinha um galinheiro, onde a Vanda prendeu a Marilza uma vez pro galo pegar. A Vanda não tem jeito mesmo... rs...
Na frente da casa não tinha muro alto nem nada, era só uma cerca com dois arames. Eram assim todas as casas da rua.
Ah... A escola... Me lembro que na frente dela tinha uma grama boa pra escorregar com papelão, tinha uma tartaruga grandona, um parquinho... Era linda!
Antes do meu aniversário de 5 anos, nos mudamos pra Congonhas. Tenho vaga lembrança do dia da mudança, do caminhão. Quisera eu ter mais lembranças dessa época...
Mas minha infância ainda estava apenas começando...

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Sexta-feira

Sim. Sexta-feira. Adoro a sexta-feira. Chegar em casa e poder tomar um banho, relaxar e tomar uma cervejinha com você. Falar do dia, da semana, ouvir o seu dia, a sua semana. Pensar no fim de semana, no samba, no rock. Ecléticos. Domingo tem rock. Segunda tem samba. Hoje? Só uma cervejinha... Vamos?

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Estações...

Então... Hoje começou a primavera. Estação do ano em que as ruas e praças ficam mais bonitas, mais floridas. Os ipês. ah, os ipês. Amarelo, roxo, ou seria rosa? Enfim os ipês encantam quem os vê. Eu adoro, acho lindo. Quem me dera ter um ipê em frente a minha casa pra alegrar meus dias quando saio atrasada para ir ao trabalho. E mais ainda, que o ipê estivesse sorrindo pra mim quando volto pra casa, cansada, desanimada, apenas com vontade de dormir para que o tempo passe rápido. Tem dias que a gente está assim. É primavera mas é como se fosse outono, inverno, triste, frio, sem graça. Não que eu tenha motivos para me entristecer, mas é que às vezes a gente se sente assim, não é mesmo?!
Vai me dizer que nunca se sentiu meio estranho, sonolento, tristonho ou sem paciência assim, do nada, sem motivos?! Eu sei que todos nós já tivemos ao menos um dia assim, estranhos.
Somos feitos de estações, assim como o ano. De fases, assim como a lua. Temos estações mais alegres, coloridas, outras frias, cinzentas. Fases de empolgação e agitação, outras de preguiça e desânimo. Mas é assim que a vida se torna interessante, quando é feita de estações, de momentos, como uma colcha de retalhos que vai se formando, ficando no fim de tudo, incomparável, única. Assim como nós...
Mesmo que a primavera tenha chegado hoje e eu não esteja tão florida assim, sei que minha estação está meio controversa com a realidade da minha vida. Então aí é que tenho a mais plena certeza de que é só uma fase, uma fase bem rápida. E que amanhã ao acordar já vou estar no ritmo da primavera.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Cinquenta centavos é a mesma coisa...

Quem nunca viu um alguém com cabelão encaracolado sentado na subida para a Basílica meditando com as pernas cruzadas?
Quem nunca lhe deu uma cigarro? Ou uma moedinha que é a mesma coisa?
Não há quem more em Congonhas que nunca tenha sido abordado por ele ou pelo menos visto ele se intrometer nas conversas das rodinhas nos finais de semana em frente aos bares da JK.
E agora? Quem vai te chamar e pedir um cigarro? Pra você negar e ele dizer que cinquenta centavos é a mesma coisa?
E os xiliques que o camarada tinha quando cismava de chamar os "santos" e sei lá o quê do candomblé?
Você pode até dizer que não, mas vai sentir falta dele. Vai sentir falta do risinho debochado de um simples cidadão que nada tinha a fazer a não ser viver e conviver com os moradores da cidade sempre buscando bater papo, torturar, assustar, enfim, participar da história dos finais de semana da bela Congonhas.
Agora ele se foi. Não mais teremos sua presença, seus pedidos, suas "zigueziras" pelas noites afora.
O que importa agora é que ele tenha um bom descanso e que nós não deixemos que se perca mais esse folclore da nossa querida Congonhas.
Lobo, descanse em paz...

E com a contribuição do nosso amigo Lugano, eis algumas pérolas:
"O sol é pra todos, mas a sombra é pra poucos"
"Ô meu pai oxalá saravá"

sábado, 7 de agosto de 2010

Primavera...

Abre essa janela, primavera quer entrar... queria me casar no começo da primavera. não foi bem assim, mas foi quase nela. primavera. lindo dia. céu azul, fotos bonitas. você me esperando, lindo, radiante, apaixonado. como é bom estar contigo. quanta preocupação tivemos, quantas discussões, não por raiva, mas por opiniões. e hoje? ah... hoje estamos muito bem. não ricos, mas muito bem. ha ha ha! e você continua ouvindo los hermanos no sábado de manhã, na hora do banho, no ônibus, enfim, continua ouvindo. e eu agora ouço também. me lembro do primeiro CD: perfil. sim. gosto até da ordem em que as músicas tocam meus ouvidos. me lembro daquele dia de semana, frio, em que você veio me ver. ainda não tínhamos oficializado nosso namoro. e você veio. blusa vermelha. perfume. beijo. e só. somente uma noite de deslumbre. o que estava acontecendo meu Deus? até ontem éramos amigos e hoje amantes, amanhã namorados e então casados. que bom. que bom que me casei com você. não teria encontrado pessoa mais ideal pra me fazer feliz, pra eu fazer feliz. e agora cá estamos nós, há algumas semanas de completar dois anos de casados. sim. casados. que os SPO's nos perdoem né?! :) e que também possam deixar a primavera entrar...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Trajeto...

Você acorda, remexe na cama, pensa em dormir mais cinco minutos, mas sabe que não pode. Que sonho... Que sonho poder dormir mais cinco minutos, não mais que isso, somente mais cinco. Mas sempre mais cinco. Daí você percebe que amanhã vai acontecer de novo. Vira de lado, fecha os olhos, mas não dá. Levanta. Café? Se der tempo vai. Mas tem que dar, não gosto de sair de casa em jejum. Droga! Meu cabelo tá sujo. Vai de rabo de cavalo mesmo. Não tem jeito. Se arruma rápido que o trânsito nunca tá bom. Sempre tem um mala na sua frente que mais parece estar indo pescar do que indo trabalhar. E outros atrás querendo passar por cima. Ninguém tem meio termo não? Ou vai correndo ou vai se arrastando? Curva, reta, rotatória. avenidas, praças, estradas e favelas. Ufa! Chegou. Vaga pra estacionar? Humpf! Loteria. Deixa em frente ao estacionamento mesmo e reze pra não levarem seu carro. Sobe correndo, bate ponto e começa a labuta. Bla bla bla todo dia a mesma coisa. Meta. Venda. Festa. Huuum... Festa. Tá aí um bom assunto. Mas isso fica pra outro dia. Porque além de bom, o assunto "festa" também me estressa. Não tanto quanto o trânsito. Não tanto quanto a meta.

sábado, 31 de julho de 2010

Recomeço...

Ao ler algo sobre uma Almeida me deu uma imensa saudade dos devaneios que escrevia. Bons tempos...
Desabafos, fatos e sentimentos que eu transmitia com minhas poucas loucas palavras. Meu primeiro devaneio foi escrito em 2004. Putz... Há 6 anos! Quando leio alguns antigos, me lembro de fases da minha vida que marcaram bastante, outras que nem tanto, mas principalmente me lembro de como é gostoso escrever, desabafar. Já que pequenos cadernos diários quase não mais existem, cá estou eu novamente a começar uma nova fase de escrituras, gravuras, enfim, talvez embasada em outras leituras, mas estou voltando. Talvez aos poucos, ou em outros momentos com exagero, mas estou de volta.
Revirando meus devaneios antigos e desabafando devaneios novos...