Saindo de BH por volta das 14 horas da última sexta-feira nem sofri tanto com o trânsito. Precisávamos chegar em São João del Rei antes das 17 horas para que ele conseguisse resolver sua situação na Universidade. Tempo cumprido, pendência resolvida. Ótimo! Agora estávamos liberados pra curtir o final de semana...
Encontrar os atuais moradores da República, a qual tem seu nome escolhido pelos "Profetas" de Congonhas, por ter a sua localização anterior ao lado de dois cemitérios. Por algum momento pensou-se que ela não mais existiria, mas um dia, outro "Profeta" pediu pra ressuscitar aquela que ficou literalmente com o Pé na Cova! E eis que as lembranças dos tempos universitários vem à tona no pensamento de seus ex-moradores. Mas isso só foi possível pelos contatos feitos com os atuais residentes da Pé na Cova, que fizeram questão de ter a presença dos veteranos da casa. Casa esta antes apenas moradia e, hoje, onde a galera refugia pra conseguir lugar na festa.
É muito bom voltar à São João del Rei. Entrar no pátio da UFSJ é ver um filme passando na cabeça, desde o primeiro dia, aquele temeroso dia de todo calouro. Putz! Ao passar pela cantina e ver, então, o Valtinho da Biblioteca só não foi melhor do que ver que ele ainda se lembra de mim, do meu nome, em meio a tantos universitários que passaram e ainda passam por ali. Valtinho está para se aposentar, são mais de 30 anos de dedicação aos alunos. Só não pude rever o Bené, mas sei que este ainda faz parte desta história também.
Agora é hora de ir até a Pousada dos Sinos nos acomodar. Clima bucólico, silêncio, educação de quem nos recebe, conforto dos quartos. Quem diria que um dia voltaríamos a esta cidade, agora podendo ficar confortavelmente instalados numa pousada? Mas saiba que isso não diminui a alegria que tínhamos em ficar nas repúblicas, mesmo que por uma noite, mal acomodados, ou vivendo ali durante anos, aos poucos acostumados.
Festa. É o que move a cidade, além da universidade. Calouros e calouras chegando animados, mesmo com os cabelos raspados e com placas penduradas. Veteranos que ficam como "lobos" esperando as "patricinhas" dos cursos integrais, que com o tempo, descem do salto e calçam rasteirinhas. Entre nerds e malucos, tem de tudo no Campus e mais ainda na Festa. Tem Criptonita, Gami, muita vodca e cerveja. Tem também Catuaba, que diga as psicólogas! rs... No final todo mundo pede água, água, água, até parece que migramos prum deserto. Água!
É hora de ir embora, todo mundo come a pizza, o cachorro quente e ninguém reclama que tem pouco molho ou seja o que for. O negócio é comer alguma coisa ou chegar na república e fazer um mexido (ou na pousada e pedir uma salada... Arg! Zoeira! Prefiro a macarronada! rs...).
Sinceramente, hoje posso fazer tanta coisa que não podia naquela época, mas confesso que quando não podia fazer quase nada é que o pouco que fazia se parecia com tudo que eu precisava pra ser feliz... O bom é viver de tudo um pouco, guardar boas lembranças, farras e festas, pois o amanhã chega rápido e se você não viver intensamente cada momento, não terá nenhuma história pra contar.
Aos moradores da Rep. Pé na Cova, obrigada pelo convite...
Aos universitários, aproveitem a faculdade (e as festas também)...
E aos formados, revivam a faculdade sempre que puderem, pois vale muito a pena...
Nenhum comentário:
Postar um comentário