segunda-feira, 26 de março de 2012

Relatos de um fim de semana em SJDR...

Saindo de BH por volta das 14 horas da última sexta-feira nem sofri tanto com o trânsito. Precisávamos chegar em São João del Rei antes das 17 horas para que ele conseguisse resolver sua situação na Universidade. Tempo cumprido, pendência resolvida. Ótimo! Agora estávamos liberados pra curtir o final de semana...
Encontrar os atuais moradores da República, a qual tem seu nome escolhido pelos "Profetas" de Congonhas, por ter a sua localização anterior ao lado de dois cemitérios. Por algum momento pensou-se que ela não mais existiria, mas um dia, outro "Profeta" pediu pra ressuscitar aquela que ficou literalmente com o Pé na Cova! E eis que as lembranças dos tempos universitários vem à tona no pensamento de seus ex-moradores. Mas isso só foi possível pelos contatos feitos com os atuais residentes da Pé na Cova, que fizeram questão de ter a presença dos veteranos da casa. Casa esta antes apenas moradia e, hoje, onde a galera refugia pra conseguir lugar na festa.
É muito bom voltar à São João del Rei. Entrar no pátio da UFSJ é ver um filme passando na cabeça, desde o primeiro dia, aquele temeroso dia de todo calouro. Putz! Ao passar pela cantina e ver, então, o Valtinho da Biblioteca só não foi melhor do que ver que ele ainda se lembra de mim, do meu nome, em meio a tantos universitários que passaram e ainda passam por ali. Valtinho está para se aposentar, são mais de 30 anos de dedicação aos alunos. Só não pude rever o Bené, mas sei que este ainda faz parte desta história também.
Agora é hora de ir até a Pousada dos Sinos nos acomodar. Clima bucólico, silêncio, educação de quem nos recebe, conforto dos quartos. Quem diria que um dia voltaríamos a esta cidade, agora podendo ficar confortavelmente instalados numa pousada? Mas saiba que isso não diminui a alegria que tínhamos em ficar nas repúblicas, mesmo que por uma noite, mal acomodados, ou vivendo ali durante anos, aos poucos acostumados.
Festa. É o que move a cidade, além da universidade. Calouros e calouras chegando animados, mesmo com os cabelos raspados e com placas penduradas. Veteranos que ficam como "lobos" esperando as "patricinhas" dos cursos integrais, que com o tempo, descem do salto e calçam rasteirinhas. Entre nerds e malucos, tem de tudo no Campus e mais ainda na Festa. Tem Criptonita, Gami, muita vodca e cerveja. Tem também Catuaba, que diga as psicólogas! rs... No final todo mundo pede água, água, água, até parece que migramos prum deserto. Água!
É hora de ir embora, todo mundo come a pizza, o cachorro quente e ninguém reclama que tem pouco molho ou seja o que for. O negócio é comer alguma coisa ou chegar na república e fazer um mexido (ou na pousada e pedir uma salada... Arg! Zoeira! Prefiro a macarronada! rs...).
Sinceramente, hoje posso fazer tanta coisa que não podia naquela época, mas confesso que quando não podia fazer quase nada é que o pouco que fazia se parecia com tudo que eu precisava pra ser feliz... O bom é viver de tudo um pouco, guardar boas lembranças, farras e festas, pois o amanhã chega rápido e se você não viver intensamente cada momento, não terá nenhuma história pra contar.
Aos moradores da Rep. Pé na Cova, obrigada pelo convite...
Aos universitários, aproveitem a faculdade (e as festas também)...
E aos formados, revivam a faculdade sempre que puderem, pois vale muito a pena...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Estações da Vida...

"São as águas de março fechando o verão..."
E este ano foi exatamente assim. O verão já se foi, o primeiro trimestre também está indo. Começamos o outono, daqui a pouco inverno e depois primavera. A vida também é assim, feita de estações. Alguns dividem em criança - jovem - adulto - idoso. Mas eu prefiro acreditar que temos muitas e muitas outras estações vividas e ainda por viver.
Tem gente que nem nasce, outros morrem ainda bebês. Mas tem gente que envelhece e faz até hora extra na Terra. Será que seria mesmo hora extra? Ou será que ainda têm estações pra viver?
Quero viver cada estação intensamente, como já vivi algumas até hoje. Não quero apenas acordar, trabalhar, dormir de segunda a sexta. Ou acordar, descansar, badalar e dormir nos finais de semana.
Quero poder ter algo novo pra contar, uma estória pelo menos. Nem que eu invente, nem que eu sonhe, nem que eu crie. Mas quero contar pra você, pra quem quiser ouvir. Quero que cada estação da minha vida seja repleta de novos sonhos, novas descobertas, novos desafios.
Quero ter flores nascendo nas pontas das árvores dos meus desejos, mas quero também ver folhas secas caindo no chão das minhas tristezas. Quero sentir o calor gostoso do sol da manhã em meu rosto, mas também o ar frio e orvalhado daqueles dias de inverno, enquanto meu amor me abraça.
Quero que a chuva me molhe os cabelos e que o vento os seque embaralhados.
Pois de que vale apenas estar no mundo se não tiver contos vividos ou sonhados?
Cada um de nós merece viver as estações de sua vida, todas elas, não apenas algumas.
Afinal, amanhã já não será mais hoje e o ontem não poderá ser o amanhã.
As estações podem até se repetir, mas nunca serão as mesmas.
Cada momento será novo, mesmo que você talvez já seja velho.