terça-feira, 16 de novembro de 2010

Infância II...

Congonhas. Sim. Congonhas. Nos mudamos pra lá em julho de 1985. Faltavam apenas 5 meses pra eu completar 5 anos. Mudar de escola no meio do ano não é nada fácil. Principalmente quando se trata do primeiro ano de aula. Na Ferteco eu sentia a "tia" muito mais boazinha do que na nova escola: Pingo de Gente. Eu me sentia bem como no nome da escola mesmo, parecia que eu era um pingo perto de tanta gente malvada la. Bobagem, era apenas o medo normal do desconhecido.
Nossa rua não era calçada, era uma terra só, cheia de buracos, credo! Em dia de chuva o opala 71 não conseguia sair de casa, nem ele, nem a gente. Mas era bom. Me lembro quando entrei na cozinha e vi o sofá novo ainda no plástico pra ser levado pra sala. A casa tinha varanda, um monte de samambaias na varanda. Era um tal de molhar as samambaias e depois lavar a varanda que ninguém merece.
Com o tempo fui fazendo amizades, não podia brincar na rua quase nada, mas quando podia, brincava. Pique-pega, pique-esconde, rouba-bandeira, queimada. Era bom demais. Até a hora em que a Dona Lucinha gritava "ô Sheeeeeilaa!" e eu corria pra casa... rs... Minha mãe não muda nunca. A única coisa que mudou é que hoje temos celular e não precisamos mais gritar né?!
Me lembro que quando eu era criança pequena lááá em Congonhas... rs... Então... Sempre tinha shows de graça pra gente grande ir. Daí, minha mãe ia levar as minhas irmãs adolescentes e eu ficava feliz da vida com o meu pai me ensinando a rezar. Tinha um livrinho com as orações todas e eu ficava decorando elas e rezando junto dele. Meu pai ainda reza todos os dias até hoje. Eu, nem tanto. Preciso rezar mais, preciso sim.
Algumas lembranças são tão simples mas nunca se apagam da memória da gente. Ainda bem. Lembro da cena de minha mãe arrumando as camas, ouvindo vinil do Chitãozinho e Chororó, João Mineiro e Marciano, e eu, sentada no chão do quarto montando vários quebra-cabeças da turma da Mônica. Tinha um que era no fundo do mar, eu adorava este.
Família é um negócio muito bom que a gente tem...
E histórias sobre ela são melhores ainda...

Sem, sim!

Estou sem, sim! Qual é o problema? Posso estar?
Sem inspiração pra escrever, pra desabafar, pra chorar. A vida às vezes nos torna assim. Preciso tanto ser sensata, sou avaliada o tempo todo, então não dá pra ser eu quase nunca. Pareço espontânea? Sim. Sou. Mas do jeito que eu acho que as pessoas me querem ver. Não do jeito que às vezes me sinto de verdade.
Choro? Tenho que explicar o porquê, como, de onde veio a lágrima, quem a fez escorrer. Será que não posso só chorar pra lavar os olhos? Outro dia chorei. Putz! Quanta explicação se tem que dar. E se não dá, ficam nervosos, todos, todas. Daí explico e você responde: "Por isso tava chorando???" com ar de absurdo. Sim. Por isso sim. Deu vontade oras...
De repente nem era por isso, ou aquilo, mas por uma simples vontade de me derreter em lágrimas de vez em quando. Não sou de ferro. Todos me contam problemas, sejam seus ou de outrem, mas me contam. Todos se cansam da vida, do trabalho, da família, das dívidas. E eu? Não? Aff...
Preciso de um tempo pra respirar e rir e chorar sem ter que dar explicações dos meus sentimentos. Só isso. Será que dá?

sábado, 13 de novembro de 2010

...

Então estamos bem... Acordar é bom...
Acordar e sentir que nada mudou, que você é meu, que eu sou sua, e que a saudade é mesmo de termos tempo pra nós. Que ninguém é perfeito, nem um casal. E isso é bom. Porque senão não haveria o abraço do recomeço, o colo, o afago. E não haveria o café da manhã diferente, com aquele clima de romance. Ninguém entende e ninguém entenderá. Porque só você e eu sabemos que um momento de impaciência, seja meu ou seu, não dura mais que um momento. E o amor é muito mais que isso. É diálogo, carinho, compreensão.
E é por isso que sei, tenho certeza que sei:
Eu sou o seu último romance e você é o meu. Adoro essa história.

...

Não. Não quero que você me acorde. Não assim, desse jeito. Do jeito que dormi não quero acordar. Quero esquecer, fazer de conta que essa noite não existiu, pelo menos o final dela. A volta pra casa, os últimos minutos.

Não quero ouvir meu coração bater chorando de dor, as lágrimas escorrendo pelo rosto. Por quê? Como assim? Não é normal. Não é o que sou, o que és.

Há muito não choro assim, mas hoje não resisti. A tentação foi maior que eu, a dor foi mais forte que eu. Então agora eu choro, como há muito não chorava, como há muito não sofria. E olha que hoje a declaração de amor aconteceu. Ela estava lá, sorrindo pra mim e pra você. A felicidade estava lá. Mas na hora que o show acabou, acho que ela foi embora. E ficou o quê? A impaciência.

Cadê você? Sinto sua falta. E como sinto. Sinto falta de você, com aquele brilho no olhar que não vejo há tempos. Sinto falta de você com vontade de fazer diferente. Saudade de ti meu amor.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Infância...

Quando eu era criança, era a neta mais linda do meu avô... rs... sim, eu era sim. Sempre fui muito branquinha, bebezão de bochechas rosadas, perninhas grossas cheia das famosas "dobrinhas". Me lembro de quando morávamos ainda na Ferteco e meu chic-chic, não sei como, foi parar em cima do telhado da nossa casa. Aquela casa com uma varanda em piso vermelhao, assim como a cozinha, enceradinha que minha mãe deixava. Brilhava que só. No terreiro, o pé de ameixa, com uma gangorra, muita sombra, muito espaço pra brincar. Me lembro que tinha um galinheiro, onde a Vanda prendeu a Marilza uma vez pro galo pegar. A Vanda não tem jeito mesmo... rs...
Na frente da casa não tinha muro alto nem nada, era só uma cerca com dois arames. Eram assim todas as casas da rua.
Ah... A escola... Me lembro que na frente dela tinha uma grama boa pra escorregar com papelão, tinha uma tartaruga grandona, um parquinho... Era linda!
Antes do meu aniversário de 5 anos, nos mudamos pra Congonhas. Tenho vaga lembrança do dia da mudança, do caminhão. Quisera eu ter mais lembranças dessa época...
Mas minha infância ainda estava apenas começando...