segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Queria mesmo é essa tal casinha branca...

"Eu queria ter na vida simplesmente um lugar de mato verde pra plantar e pra colher.
Ter uma casinha branca de varanda, um quintal e uma janela para ver o sol nascer..."

Há alguns anos uma grande amiga me disse algo parecido: "Quero ter uma vida mais simples". E desde então isso vem martelando a minha cabeça em meus momentos só meus. A cada dia que passa descubro um novo jeito de ser mais simples, de ter uma vida mais simples. A grande mudança já fiz há algum tempo, agora são apenas os pormenores.
Quanto tempo você gasta num banho? Com que frequência vai ao salão de beleza? Tem malhado muito na academia? Ou ido ao cinema ver um bom filme? E os bares... Ah, os bares... Ainda os frequenta?
Pois é... Com o tempo e as circunstâncias aprendemos que a vida certamente deveria ser mais simples... E bem mais simples do que achamos que devesse ser. Nos prendemos a tantas coisas, tantas regalias e afazeres "interessantes" e corremos o risco de nos perder em compromissos e mais compromissos. 
O silêncio da casa em que dorme uma criança me fez passar por aqui rapidamente e desabafar um pouco. Vida mais simples. É tão difícil alcançá-la, não é mesmo?! O mundo e as pessoas nos exigem tantas coisas, que isso às vezes me cansa. Esse negócio de estar com todos o tempo todo cansa a gente mesmo. Um prédio, vários andares, tanta gente... Supermercados cheios, promoções repetitivas com descontos de até 80% e máquinas de lavar de 10 kg por apenas R$ 999,00... Que coisa chata! Elas estão nesse preço e promoção há pelo menos 5 anos!!! Aff... Isso tudo me cansa...
Queria mesmo é essa tal casinha branca, com uma linda varanda, onde eu pudesse ter samambaias como as antigas da casa da minha mãe...

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Ela veio como num realejo...

E a gente te esperava... Sempre te esperamos... Não sabemos definir quando tudo isso começou, pois a espera sempre existiu...
E há quase um ano descobri que você já existia dentro de mim. Lembro-me quando vi aqueles dois risquinhos cor-de-rosa na tirinha de papel. Não conseguia me conter dentro de mim, mal conseguia acreditar... Era como se o mundo inteiro parasse por alguns minutos. Mas sim, era verdade, você já existia...
Como numa canção que muito me emocionaria meses depois daquele dia, você veio como num realejo, me emprestando alegria, me fazendo juntar todo o resto do dia. Vida... Bem vinda... Viva... Bem viva em mim...
Hoje você já me presenteia com sorrisos e franzidos de nariz, gargalhadinhas, gritinhos e até seus chorinhos de manha me fazem emocionar. Te ver dormindo serenamente me traz toda a felicidade que um coração pode sentir.
Meu corpo mudou, se transformou, até se machucou um pouco. Minhas noites não são mais as mesmas, e nunca mais serão. Meus dias e minha rotina agora são inteiramente por você. Meu marido agora não é mais só meu, também é seu, seu pai. Às vezes ainda choro o cansaço depois de um dia turbulento em que você chora mais que nos outros dias ou até mesmo naqueles em que você apenas quer mais de mim. Em qualquer conversa cito seu nome. Em qualquer vitrine vejo algo pra você. E a qualquer suspiro seu, pulo da cama e num passe de mágica já estou ao seu lado. Não quero que seja mimada, mas também não lhe nego colo agora, pois o tempo voa e amanhã já não mais vai precisar tanto assim de mim. Hoje você já tem 3 meses e meio e parece que foi ontem que vi aqueles dois risquinhos na tirinha de papel que transformaram a minha vida num turbilhão de emoções. Que tornaram meu mundo muito mais cor-de-rosa...