segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Poder nas mãos...

Nunca fui de me preocupar muito com isso, mesmo quando morei sozinha. Ele ficava ali, jogado ao lado da cama, embaixo do travesseiro ou até do lado da TV mesmo, sem utilidade.
Quando me casei, comecei a notar que ele encontrara alguém que o adorava, que queria ter este poder em suas mãos o tempo todo. Como nunca liguei muito pra isso, deixei pra lá.
De uns tempos pra cá, estou me afeiçoando a ele, meio devagar, mas começo a gostar dessa história. Às vezes o procuro, não encontro. Noutras, o vejo nos braços dele, ou melhor, nas mãos dele. Já vou logo pedindo de volta, digo "é meu", e pronto.
Os homens, machistas que são, acham que ele pode ser apenas seu.
Discordo.
Pode e deve ser meu também. Mais meu do que seu...
Afinal, somos grandes amigos agora... rs...rs...