quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Mudanças...

Você já pensou no quanto sua vida mudou? Desde a concepção estamos passando por processos contínuos de mudanças e não há como negar que estas nunca se acabarão. Mesmo que você não queira, sua vida vai continuar a mudar, a mudar e a mudar. Mesmo que contra sua vontade, que você pense: "deixe tudo como está, que está bom". Sinto muito. Vai mudar. A maioria das mudanças estão fora do nosso controle e não poderão ser impedidas de acontecer. Nós não vamos nem perceber e elas vão se acomodando devagarinho na nossa vida e vão acontecendo aos poucos, sem ao menos serem notadas. Umas e outras são  percebidas não por nós, mas pelos outros que nos rodeiam. Daí o comentário: "você está diferente, o que houve?" E respondemos que não estamos não, que está tudo igual como antes e pronto. Desculpe-me, mas se alguém notou algo diferente em você é porque existe algo diferente mesmo. Somos uma metamorfose ambulante (certo Raul?), não há o que negar!

Pois bem... Mas algumas mudanças na nossa vida são por nós escolhidas e definidas, certo?! Parece até que somente estas é que valem ponto, que são verdadeiras. Pequenas mudanças, mas, mudanças. Mudar de lugar no ônibus ou no banco da igreja, na mesa do bar. Mudar de namorado, namorada. Mudar de sexo, opção sexual. Mudar de time? Difícil. Mas tem gente que muda. Mudar de sala, de escola, de curso. Mudar de família? Desculpe. Essa aí não tem jeito. Mudar de amigos? Pode até ser que mude, mas depois acaba voltando, pois estes quando existem, são verdadeiros. Os demais são colegas.
Mudar a noite, trocar baladas por um filme com pipoca. Trocar fraldas. Mudar de posição, de filho para pai, de filha para mãe. Divino.
Mudar a fala, o tom de voz e as palavras, tudo em prol do que está à volta. Mudar de ares.
Mudanças. Elas acontecem por si só. Mas também precisamos fazer acontecer. Coragem!
Mudar, mudar, mudar.
Realmente a única certeza que temos é que tudo vai mudar.
Confio e acredito nisso. E você?

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Curtir? Compartilhar?

Não vamos mais falar das rotinas de todo dia. O despertar, a correria, o trânsito, a volta pra casa, a novela e o apagar em cima da cama sem ao menos conseguir dar um boa noite a quem está ao lado.
Vamos agora falar do que você realmente tem feito de importante na vida. Quantos cursos e certificados você tem? Há alguns anos atrás, quando fazíamos qualquer curso ficávamos preocupados em saber que dia ficaria pronto o certificado. Nossa... O Certificado! E hoje? Mais vale um bom perfil no Linkedin ou qualquer outro site que facilite o acesso de quem contrata. Já o Facebook, este sim, nos mostra para amigos, família, amores e desamores. Este não é apenas uma exposição de fotos e pensamentos dos mais adversos. É um completo Raio X da nossa vida. Nele postamos tudo que queremos falar e às vezes nem poderíamos falar em púbico, mas fica tudo no nosso perfil público.
É uma ótima forma de manter contato com pessoas distantes que não vemos pessoalmente há muito tempo. Ou até mesmo aqueles que moram na mesma rua ou no mesmo bairro mas só encontramos quando estamos on line!
No entanto, não venha me dizer que nunca bateu aquela saudade do sentimento de ansiedade quando o carteiro passava na rua e você corria na caixa de correios pra ver se ele ou ela, ou uma amizade que se mudou de cidade enviou aquela carta esperada?!
Antes tudo era no papel. Os jornais, as revistas, os nomes e telefones, as cartas e os certificados. Ah, os certificados! Devemos guardá-los sim, com certeza! Mostrar aos nossos filhos que somos profissionais qualificados em datilografia ou digitação, que sabemos windows, word e excel. Tudo bem, diplomas universitários e outros ainda são exigidos em algumas situações. Não sejamos extremos.
Mas vale lembrar que hoje o seu perfil no Face, carinhosamente assim chamado por muitos de nós (me incluo nessa lista), é uma fonte riquíssima de informações da sua vida pessoal e às vezes profissional. Portanto, vamos sim, aproveitar os dias, horas, minutos ou segundos que podemos ficar on line. Mas não vamos jamais nos esquecer da presença, do abraço, do "estar juntos" de verdade.
Porque pra curtir basta um clique, mas para curtir de verdade, é preciso muito mais que isso.
É preciso compartilhar momentos não apenas na página, mas na vida.

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

A diferença...

Não venha me dizer que é tudo igual, que todos são iguais ou que o tempo é o mesmo. É diferente. Muito diferente. Se lá tem trânsito, aqui tem muito mais. Se aqui tem balada, lá tem muito menos.
Tudo é feito de prós e contras. Mas tem que ser assim mesmo, senão não teria graça. Imagine um lugar calmo, tranquilo, sem stress, e com as melhores baladas?! Ou agitação total, buzina e engarrafamento sem nenhum divertimento?! Eu não sobreviveria! Jamais!
Então é isso. Infelizmente pagamos um preço por estar próximo das facilidade ou longe delas. Mas com toda a certeza posso afirmar que tenho o privilégio de aproveitar um pouco de cada momento, de cada estilo, de cada tempo.
Posso acordar às 2h da manhã e ir no Samba da Madrugada do Ziriguidum ou sair pra comer uma massa no La Greppia, mas tenho que enfrentar o trânsito da Antônio Carlos, seja de carro ou de ônibus. Sempre demora ou quando não demora está lotado (o ônibus).
Em contrapartida, posso me sentar no banco próximo da calçada na casa da minha mãe e ficar jogando conversa fora. Ou participar de um churrasco no terreiro da casa de alguém, com amizades antigas. E ainda, comer um doce caseiro feito daquele jeitinho de cidade do interior.
Sou capaz de pagar R$ 7,00 numa cerveja long neck mas também posso me dar ao luxo de pagar menos de R$ 3,00 ou R$ 4,00 por outros 600 ml de Brahma bem gelada com uma porção de carne com angu no Zé Roia. Se precisar, se eu gostar, aceito pagar o couvert acima dos R$ 10,00 ou então posso colocar uma nota de R$ 2,00 e escolher quatro músicas na máquina daquele buteco.
Enfim, o importante é viver intensamente tudo de bom que os dois ambientes podem me proporcionar. E valorizar as pessoas, os lugares, os momentos que me fazem bem.
Bom, pelo menos isso eu sei que eu tento. Sempre.