quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Não precisa mudar...

Me lembro de quando te esperava... E você chegava... Como se a gente nunca tivesse se conhecido antes, como se fosse tudo novo... E era... Antes éramos somente amigos e então, de repente, estávamos nos tornando namorados... Parece que foi ontem...
Essa música é para os casais que se amam e não se importam com mais nada... Apenas amam...
"Não precisa mudar
Vou me adaptar ao seu jeito
Seus costumes, seus defeitos
Seu ciúme, suas caras
Pra quê mudá-las?
Não precisa mudar
Vou saber fazer o seu jogo
Saber tudo do seu gosto
Sem deixar nenhuma mágoa
Sem cobrar nada
Se eu sei que no final fica tudo bem
A gente se ajeita numa cama pequena
Te faço um poema, te cubro de amor
Então você adormece
Meu coração enobrece
E a gente sempre se esquece
De tudo o que passou..."
(Ivete Sangalo)

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Eu escolhi vocês...

Hoje quero falar de algo comum... Comum, mas ao mesmo tempo especial. Digo que é comum, porque todo mundo fala disso. E digo que é especial porque muito se diz, mas nem tudo é verdadeiro.
Quando entramos na corrida da vida, lá no começo de tudo, voando rumo ao útero de nossa mãe, temos milhões, zilhões iguais a nós correndo pro mesmo lugar. São todos iguais porque têm o mesmo objetivo, mas são todos diferentes. Na maioria das vezes, só há um vencedor. Em outras, há dois ou três. E em casos raros, até mais que quatro. Mas a cada vitorioso ou vitoriosa, uma vida se forma, uma família se forma... Daí a pouco pode vir mais um desses vitoriosos para aumentar a família. Estes, não podemos escolher. É o que vem e pronto. Amamos. Sim, amamos. Mas não podemos escolher. A vida nos traz e acolhemos. São nossos irmãos.
Existem outras pessoas que começam a fazer parte das nossas vidas das mais variadas maneiras, nos mais diversos momentos e situações. Alguns na escola, outros na balada ou até nos bares. Nas cidades do interior talvez seja mais fácil manter o vínculo com aquele coleguinha de escola do primário. Talvez nos grandes centros, a distância já dificulte logo no começo. O importante é poder cultivar estas pessoas. Estas que escolhemos, que nos escolheram. Aquela que conversa horas a fio com você sobre todo tipo de assunto, desde os mais sérios aos mais bizarros e insignificantes.
Quando você conquista algo, você quer compartilhar. Quando você se decepciona, quer falar. Quando seu chefe te irrita, quer esbravejar. Quando está apaixonada, quer contar. Quando não está sentindo nada por nada, só quer estar. Estar perto, apenas.
Graças a Deus tenho pessoas assim na minha vida. Algumas com mais intensidade, outras com um pouco menos, mas as tenho. E "quando vim pra BH", percebi o quanto sinto a falta delas. Conquistei outros e outras aqui também, na grande Belzonte. Isso é muito bom. Afinal, precisamos destas pessoas pra conseguir levar a vida adiante. Elas são importantes na nossa história.
Hoje resolvi escrever sobre isso porque uma destas pessoas me fez sentir melhor nos dias que há muito eu não me sentia... Um simples falar, desabafar, tagarelar com estas pessoas já nos sacia, já nos dá aquele gás do qual precisamos pra continuar.
Amigos... Amigas... São parte da minha história... Espero que eu possa ser parte da sua também...

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Sorrir... Chorar...

O ser humano é feito de emoções... E que graça teria a vida se fosse tudo do mesmo jeito sempre? Se não houvessem as decepções, as conquistas e as surpresas?
Tem momentos em que a gente se esbalda em gargalhadas, em outros, apenas um sorriso de afeição... Alguns outros, a lágrima desce discreta no canto dos olhos ou até mesmo desce em cachoeira de choro escandaloso... Pode ser, mas o escândalo e o discreto têm seu lugar, tanto no sorriso quanto na lágrima. e às vezes o discreto pode até representar mais sentimento do que aquele que grita suas emoções. tente perceber as pessoas à sua volta, seus amigos, amores, família. Sempre tem algum com uma expressão meio diferente do habitual que você fica tentando adivinhar se ele ou ela está bem, se está sofrendo, ou se é apenas cansaço. Cada um à sua maneira, não tem jeito.
Mas de uma coisa eu tenho certeza: não há ser humano que seja completamente feliz ou completamente infeliz. Tem gente que fala que a vida é feita de momentos. Felizes, infelizes. Não sei, pode ser que sim. Afinal, ninguém sabe falar que é feliz da vida, sempre tem alguma coisinha lá no fundo do peito que talvez guarde em total segredo e só revele no quarto ao travesseiro que exista alguma mágoa, ou angústia.
Não importa. o que podemos fazer? Não somos donos do mundo! E não me venha com aquela "mas somos filhos do dono"! Somos sim, filhos do dono, mas da nossa vida não sabemos ainda a metade, mesmo os mais velhinhos, não sabem o dia de amanhã, que dirão então os mais novos. O negócio é o seguinte: viver as emoções de cada dia e esperar que os outros dias sejam melhores. Chorar as lágrimas que tem que ser choradas, gritar quando precisar gritar e calar quando precisar calar. Mesmo que doa o coração, o importante são as emoções vividas e compartilhadas. Sorrir... Chorar... Cada um destes tem sua hora e seu lugar...

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Embaralhando...

As letras se embaralham no meu teclado, o telefone toca e eu já estou ao telefone. As letras continuam a se embaralhar no teclado. Quem inventou isso é muito inteligente... E quem inventou a datilografia também. Mas agora me explica uma coisa: por que as letras estão na ordem em que estão? Isso ninguém nunca me explicou... a-s-d-f-g... É assim que comecei a aprender a digitar. E é assim que faço até hoje... O mundo das letras vai se esbaldando em palavras e mais palavras, textos, crônicas. Tem gente que escreve muito bem, eu não. Só faço pequenos desabafos dos meus dias. Mas hoje não é assim tanto um desabafo, é apenas um blá blá blá desenfreado que há muito eu não fazia.
Escrever sem sentido faz bem pra alma, faz bem pra gente, faz bem pra mim. Na quero me preocupar com os barulhos, com as pessoas, não quero me preocupar com mais nada. Quero apenas poder lhe escrever isto que talvez quase ninguém vá ler, talvez quem leia até ria ou deboche.
Talvez se eu pudesse escrever mais, sobre a vida, sobre as pessoas, sobre desejos e frustrações, eu não me sentiria tão angustiada como me sinto às vezes. Mas isso não importa. Angústia é um sentimento que todo ser humano tem, uns mais, outros menos. Então o melhor é embaralhar as letras do teclado enquanto eu puder fazê-lo, para que juntas, elas formem palavras, frases e textos que retratem pelo menos um pouco dos meus sentimentos.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Enquanto dirijo...

o sentimento que tenho é de inquietude, ansiedade, ou talvez, quem sabe até solidão. não tem como explicar. somos pessoas rodeadas de gente, de afazeres, de tarefas e metas a cumprir. temos que agradar aos outros porque senão o que dirão? mas será que estamos agradando a nós mesmos? será que estamos felizes assim? não sei. é muito difícil dizer. não digo pelos outros, digo por mim, nem eu sei se é isso que quero fazer, se é isso que quero ser? às vezes paro e penso em como seria bom se o mundo fosse menos ambicioso, se nós fôssemos menos ambiciosos. será que não dá pra ser feliz sem ter que ter de tanta coisa? carros e mais carros pela avenida, buzinas, impaciência, estresse, atestados médicos e faltas ao trabalho. será que tudo isso vale a pena? as pessoas não são mais pessoas, não se preocupam em apenas ser, tem que ter. e é por isso que quando fugimos dos prédios e semáforos, nos sentimos livres e independentes, como se não houvesse a segunda-feira, o final de feriado, o início de trabalho. é muito bom. todo mundo precisa disso, todo mundo precisa de uma folga, mas não uma folga de "bater o ponto" e sim uma folga do tumulto, da barafunda que é o meio urbano. não basta apenas ir pra casa, tomar um banho, ver TV e depois dormir. é preciso se desligar do que te traz inqueitude, tentar ter menos ansiedade e ser mais feliz.
o cansaço dos dias de hoje já não é mais aquele cansaço físico de quem bateu marreta o dia inteiro. o cansaço é de mentes que trabalham tanto, que quando chega a hora de se desligar, não conseguem. é como se não tivesse como parar, apenas desacelerar, enquanto dorme, porque enquanto dorme, sonha. não mais com o grande amor, os filhos ou algum amigo distante. sonha com o que vai fazer amanhã no trabalho, ou com o que seu chefe diria se você não cumprisse sua meta.
e os carros continuam, os ônibus vem tomando conta da avenida como se fossem os únicos a acelerar, as pessoas andam com pressa pra não perder o ônibus, aquele mesmo que veio ocupando a sua faixa. enfim... se eu pudesse escrever enquanto dirijo, seria bom. assim pelo menos poderia desabafar melhor minhas angústias, porque é na hora que estou dirigindo, sozinha no carro, é que penso em tantas coisas da vida das quais não tenho tempo de pensar durante o dia... nem durante a noite... durante o dia porque trabalho e durante a noite porque tento me desligar e não pensar em nada, pra poder dormir menos agitada.